Assine pela liberdade de Matheus Lopes

Manifesto pela liberdade para Matheus Lopes

Tentaram exterminar o Matheus, destruindo mais uma família, como fizeram com as 84 mortes na Baixada Santista. Por não conseguirem, tentam criminalizá-lo para justificar a barbárie que a polícia comete todos os dias nas favelas e periferias da região.

 

Entenda o caso

No dia 8 de junho de 2025, o Batalhão de Ações Especiais da Polícia (BAEP) baleou covardemente Matheus Lopes Silva Santos (21 anos) enquanto o jovem realizava reparos em sua moradia, na favela Caminho São José, na Zona Noroeste.

 

A operação dos policiais ocorreu por volta das 14h, horário em que a rua estava repleta de crianças brincando, enquanto Matheus trabalhava em sua palafita. Após escutar os tiros dados pela polícia, o jovem correu com medo de ser baleado; foi nesse momento que os agentes de terror do estado atiraram covardemente contra Matheus.

 

Para a polícia, ter 2 empregos não te torna um trabalhador

O jovem é registrado em uma mesma empresa como ajudante de pedreiro desde 2023, prestando serviço, inclusive, em uma obra no condomínio onde mora o prefeito da cidade de Santos (Rogério Santos). Matheus também exerce um segundo trabalho com reciclagem, para complementar a renda.

 

“O Matheus sai de casa às 7h da manhã para trabalhar de ajudante de obra e volta às 17h da tarde, e depois ele pega [serviço] em um ferro-velho, em que ele trabalha desde os 15 anos”. — Familiar

 

Não existe bala perdida

Segundo o médico que analisou o caso, não há possibilidade de ter havido um confronto entre Matheus e os policiais. A bala entrou na parte superior do abdômen e saiu pela coxa do jovem; o tiro foi à queima-roupa, de cima para baixo, e perfurou a artéria femoral.

 

Enquanto a justiça nega liberdade para Matheus, ele segue preso, ainda com pontos da cirurgia, podendo ter seu quadro de saúde agravado com o risco de infecções e complicações.

Mesmo com todas as provas apontando para o não envolvimento do Matheus com o crime, a justiça nega sua liberdade na tentativa de proteger a narrativa dada pela polícia e o projeto de extermínio liderado por Tarcísio de Freitas.

 

Baixada Santista, um laboratório da violência do Estado

A Baixada Santista não pode continuar sendo um laboratório de políticas de extermínio da juventude negra e pobre. Dois a cada três assassinatos na nossa região são cometidos pela polícia — e mais de três em cada quatro vítimas da polícia são negras. Essa é uma política escancarada de genocídio estrutural e violência.

 

Em janeiro de 2024, 81,3% das vítimas de mortes por intervenção policial na Baixada eram negras. Esse dado é um grito: o Estado escolhe seus alvos, e nossos corpos pagam o preço.

 

Histórico de violência

É preciso lembrar que a Baixada acumula um histórico de chacinas e barbárie, desde os Crimes de Maio em 2006 até os assassinatos de artistas de funk — um padrão claro: repressão violenta à periferia. 

 

Recentemente, esse histórico sangrento foi refletido nas Operações Escudo e Verão, com mais de 84 mortos (sem considerar a subnotificação). 

 

Hora de dar um basta!

Precisamos reunir assinaturas e compartilhar esse abaixo-assinado com o maior número de pessoas para pressionar a justiça e o poder público por #LiberdadeParaMatheus

 

A FAVELA QUER VIVER!

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